Brilho dos Games – Zeebo

Olá leitor, você sabia que já existe um console completamente brasileiro? Conheça o, infelizmente fracassado, Zeebo. Mal compreendido em sua época? Concorrência muito forte com o Playstation 2? Essas são algumas das possíveis explicações para o fracasso desse projeto brasileiro.

Zeebo foi idealizado por um brasileiro chamado Reinaldo Normand, em meados de 2006, onde imaginou um console que não utiliza mídia física para rodas seus jogos, a fim de evitar a tão crescente pirataria proveniente do uso de cartuchos e discos. Normand, que era vinculado a Tectoy, famosíssima por ser responsável pelos populares consoles Mastersystem e Mega Drive, apresentou o projeto a empresa, que logo abraçou a causa e saiu em busca de parcerias internacionais no âmbito técnico, e no âmbito financeiro para criação do aparelho.

Até que uma luz veio, e a Tectoy firmou parceria com uma empresa estado-unidense chamada Qualcomm, do ramo de produção de chipsets e tecnologias para celulares. Por que? Chegaram a conclusão de que a forma de disponibilizar jogos sem mídia física seria através de um mercado online administrado pela própria Tectoy, onde os usuários fariam download dos jogos com tecnologia 3G criada pela empresa parceira. O Zeebo tinha Wi-Fi? Não, meu caro, era tudo via 3G. Wi-Fi nem era tão popular na época, então você já deve imaginar a maravilha que era para acessar o servidor da TecToy, comprar e baixar jogos. Sorte que ao comprar vinham alguns jogos na memória do aparelho.

Além do mais a ideia dos desenvolvedores era adaptar os jogos populares como Fifa e Need For Speed para a plataforma, porém isso se mostrou muito mais caro do que imaginavam, e ainda assim não conseguiam alcançar os resultados esperados, ficando com resoluções gráficas inferiores ao próprio PSP, compare as duas plataformas clicando AQUI e AQUI. Como um console que foi lançado no mercado como concorrente do Playstation 2 e com preço praticamente igual (500 reais) poderia convencer o público a trocar de lado com qualidade gráfica inferior? Eis uma grande falha, péssimo posicionamento no mercado e preço alto, incoerente para o que oferecia na época. Isso sem mencionar o baixo número de títulos lançados. Por mais que viesse com acessórios inovadores (controles diferentes, teclados de computador, etc) e a ideia de promover socialização entre players na internet por via do aparelho, não vingou.

Propaganda do Zeebo no Brasil

No Brasil, mesmo lançado, e depois tendo seu preço reduzido, não fez sucesso e logo desapareceu. Teve um tempo de sobrevida em países como México e China, sendo entitulado como “console para fins educativos”, entretanto logo teve sua empreitada por esses lados findou. Acredito eu que com a tecnologia atual (Wi-Fi, 4G, Android como sistema operacional e afins) e um preço reduzido, para ganhar o público que não possui dinheiro para comprar um console da atual geração (PS4, Xbox One), a história poderia ser diferente. Ainda mais com essa ideia de eliminar mídia física para evitar pirataria. Pena que esse projeto chegou ao fim, e hoje só encontramos como relíquia mesmo. E raramente uma empresa investiria em um projeto brasileiro, sendo que o país não possui tradição nessa área, e após o fiasco do Zeebo. Uma história interessante, triste, porém educativa. Pois nos mostra que muitas vezes há ideias que são excelentes, mas que podem ser incompreendidas em sua época e má aplicadas.

Espero que tenham gostado! Comentem, se quiserem acrescentar algo fiquem a vontade. Participem!


Agradecemos novamente a atenção de você leitor. 
Abraço à todos.

Valery

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