[FILME] {Resenha} Sniper Americano

Olá Estrelas!!!
Hoje estamos iniciando uma nova coluna aqui no blog que vai dar dicas de filmes, tanto pro cinema quanto para assistir em casa com os amigos e a família.

Nosso colunista será o Lucas Miguel.

Começando hoje com Sniper Americano

Sinopse:

Adaptado do livro American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History, o filme conta a história real de Chris Kyle (Bradley Cooper), atirador de elite das forças especiais da marinha americana. Durante cerca de dez anos ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação na Guerra do Iraque.

Resenha:
Sniper
Americano
é um filme carregado com a polêmica do enaltecimento
americano pelas suas “conquistas” de guerra, e seu patriotismo escancarado,
onde teoricamente seu personagem principal, Chris Kyle o “herói de guerra”,
evidenciaria todos esses pontos, tornando o filme mais um a vender o senso de
vida americana. Entretanto, na prática não é necessariamente assim, quando se
analisa todos os pontos dessa ótima obra, assinada pelo gigante Clint Eastwood.

Chris Kyle é americano, de
todas as formas que se possa imaginar. Nascido no Texas, ia pra igreja quando
pequeno, comia à mesa com a família ouvindo os discursos carregados de lições
de seu pai, ganhou um rifle quando pequeno, e vivia o sonho de se tornar um
cowboy. Esse acaba sendo interrompido por um acontecimento que chocou o mundo,
e principalmente os americanos, que foi o 11 de setembro, acompanhado em meio
à lágrimas por boa parte da nação. Kyle, por outro lado, em vez de chorar, se
alista no exército para contribuir  com o
país, evitando ao máximo que coisas assim ocorram novamente. E não qualquer
repartição do exército, e sim o SEAL’s, divisão do exército responsável por
terra, água e ar. Logo é escalado para seu primeiro turno no Iraque, onde se
tornaria o atirador mais letal da história do exército americano, com mais de
160 mortes atribuídas à seu nome.

Um filme que fala de uma
guerra recente, ainda muito defendida por alguns americanos, e igualmente
combatida por todo o resto do mundo, o que faz um filme desse porte gerar muita
polêmica. E na maioria dos casos, o filme fez muita gente torcer o nariz com os
discursos tradicionalistas de Kyle, dizendo que “faz tudo pelo proteção do
país”, em suas inúmeros retornos ao Iraque, contabilizando vários turnos de
“dever cumprido”. Porém, deve-se observar com cuidado para não confundir a
opinião do personagem principal com a ideia geral do filme. Ele odeia os
“selvagens” que está matando, já seus companheiros não aguentam mais a ideia de
matar ninguém. Em determinado momento, já não consegue se ver em casa enquanto
tem uma guerra acontecendo no exterior, contrastando com a opinião de todos ao
seu redor, que não suportam mais aquele lugar, e se veem aliviados ao poder
retornar para casa. A família do atirador cresce sem o olhar deste que,
visivelmente só pensa na guerra e em seus horrores, mesmo quando em casa,
cercado do que seria a paz de seu próprio lar. O personagem é visivelmente
afetado pela guerra, e isso se torna claro em todos os seus momentos
dramáticos, quando não consegue deixar de pensar no Iraque, e não resiste à nenhuma
oportunidade de voltar.

Eastwood soube conduzir bem as
cenas de guerra e ação, que contrastam com as também bem conduzidas cenas de
drama, interpretadas fantasticamente por Bradley Cooper, em seu melhor papel,
fechando 3 anos seguidos e indicações ao Oscar. Não se tem dúvidas de que Kyle
é um personagem mudado pelos dramas e condições que vive no exterior, que
distorcem sua mente e linha de pensamento, tornando este um defensor da guerra,
mesmo quando a maior parte daqueles que o amam, entendem que toda essa situação
não passa de um absurdo sem sentido. O diretor soube conduzir sutilmente todos
esses pontos de vista, sem colocar nenhuma cena inútil no filme, tentando
forçar dramalhões desnecessários. Isso faz com que o filme, apesar de longo, se
torna mais fácil de assistir do que alguns outros filmes de guerra, como por
exemplo o também recente “Corações de
Ferro”
.

Além de mesclar um bom drama,
com boas cenas de ação, e uma atuação digna de indicação ao Oscar, Sniper é bom para entender como um
típico “cara comum” é afetado em situações extremas de guerra, e isso tudo
transparecendo de forma bem natural, o que é incomum na maioria dos filmes. O
único pecado, e esse é algo que realmente fica perceptível, são alguns detalhes
técnicos como os efeitos gráficos um pouco ultrapassados, e até mesmo um bebê de
brinquedo que, infelizmente, chama muita atenção quando em cena. Tirando esses
pequenos detalhes, é indicado para quem tem interesse em filmes de guerra, e dramas
que administrem alguns pontos de vista contraditórios, e até mesmo para aqueles
que gostam de temas fortes e polêmicos.

Ficha
técnica
Sniper
Americano
Título
original: American Sniper
Direção:
Clint Eastwood
Roteiro:
Jason Dean Hall
Elenco:
Bradley Cooper, Sienna Miller, Anthony Jennings
Distribuição:
Warner Bros.
País: Estados
Unidos
Ano:
2014
Duração:
133 minutos

Classificação:
16 anos

Valery

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