[RESENHA] Era uma vez no outono – Lisa Kleypas

Olá Estrelas!!!

Por que os melhores livros são os mais difíceis de avaliar?  Acho que este vai acabar sendo o meu preferido da serie. Por quê? Porque o que a autora conseguiu fazer com lorde Westcliff neste livro foi perfeito.

Vamos conferir?

Sinopse:


Neste segundo livro da série As Quatro Estações do Amor, Lisa Kleypas nos apresenta um homem de hábitos rigorosos, uma mulher disposta a quebrar tabus e uma deliciosa batalha entre razão e sentimentos na busca do amor verdadeiro.

Lisa Kleypas é autora da série Os Hathaways, que já venderam mais de 100 mil exemplares no Brasil.

A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa.

Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar.

Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

Resenha:

Não tenho certeza se posso achar elogios suficientes para mostrar o que senti ao ler este livro, que é o segundo da série As quatro estações do amor. Eu achei que ela iria errar a mão neste livro ao tentar acertar a personalidade de Marcos como o mocinho aqui afinal no primeiro livroSegredos de uma noite de verão dizer que ele era insuportável era pouco mas, ela se superou e criou uma história emocionante, bem humorada, romântica!

Marcus, conhecido como lorde Westcliff é o solteiro mais cobiçado da Inglaterra, tem uma personalidade tensa, um humor sombrio, arrogante… Então como eu iria me apaixonar por ele em seu próprio livro? Porque foi isso o que aconteceu. Ahh, mas Lisa Kleypas deu um giro de 180° com seu personagem, nos presenteando com a história de seu passado, o que me fez entender o porque dele ser assim.

Dai por diante foi impossível não se apaixonar por ele junto com a heroína, a herdeira americana do sabão Lillian Bowman. Eu adorei essa garota porque ela é tão teimosa, cabeça dura, irreverente, língua afiada, engraçada, tudo que uma garota deve ser na minha opinião e o melhor foi que ela não levou nenhum desaforo do arrogante Westcliff para casa. Eles tem ótimos duelos em varias cenas! Suas argumentações e desprezo mascarando uma grande tensão sexual entre os dois. Ele a queria, mas odiava esse fato; ela o queria, mas odiava querer! Então eu sabia que tudo isso tinha que dar em algo, quem seria o primeiro a quebrar e tomar uma atitude quanto a isso? Haviam muitas, muitas mesmo, cenas neste livro que me fizeram rir e outras tantas que me fizeram suspirar de satisfação. 

Qualquer uma das muitas conversas entre Lillian e as outras flores secas (Annabelle, Evie, Daisy – elas são muito divertidas juntas), mas especialmente entre Lillian e a irmã mais nova e os experimentos com o perfume que Lillian insistiu em criar e trabalhou como um afrodisíaco. Eu também dei muita risada com Westcliff e seus amigos (Hunt, St. Vincent, Shaw) que discutem com frequência sobre lições sexuais, e também quando Marcus e Lillian foram apanhados em uma posição comprometedora. Quando me apaixonei? Quando Westcliff decide dar a Lillian algumas indicações sobre a forma do morcego; seu primeiro beijo; a cena no Tribunal de borboleta; a cena com a aguardente de pera; quando Westcliff confessa seus sentimentos e diz a Lillian que ela pode ser quem ela quiser ser desde que esteja como ela está com ele; e, finalmente, quando Westcliff se levanta para a víbora de uma mãe e diz a ela para onde ir! São varios fatos que acabaram me conquistando completamente.
Essa história de Kleypas está muito bem escrita, com descrições vívidas dos personagens, a comida, o vestuário, e a bela propriedade da Stony Cross Park, em Westfield. Eu senti que eu estava lá na década de 1840 em um campo Inglês, testemunhando tudo. No final Lisa fez uma jogada que eu não esperava sobre St. Vincent, que me fez gostar ainda mais dela. Agora eu quero saber: como é que ela vai redimi-lo em seu livro? Eu mal posso esperar para descobrir!

Recomendo com toda certeza.

Valery

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