[RESENHA] – Você se lembra de mim? – Megan Maxwell

Boa tarde estrelas!!!

Peço que se preparem para essa resenha, pois ela é pura emoção!

Sinopse:
Alana é uma mulher independente que não acredita no amor e tem na profissão sua única razão de viver. Jornalista da revista Exception, em Madri, é enviada a Nova York para escrever uma série de reportagens sobre a metrópole, onde conhece o atraente Joel Parker.

Quando descobre que aquele homem bonito e sedutor é militar, como seu pai – uma lembrança que ainda a assombra -, Alana dispensa Joel.

Apesar de resoluta em sua vontade de se afastar do capitão da Marinha americana para não repetir a história de sofrimento de sua mãe, ela não consegue aplacar o desejo se seu coração por Parker.

Quem vencerá essa disputa?
O passado de sua mãe irá assombrá-la ainda mais ou ajudá-la a esclarecer questões mal resolvidas?

Descubra ao mergulhar nas páginas deste delicioso romance escrito pela best-seller Megan Maxwell, autora de Adivinhe quem sou e Adivinhe quem sou esta noite.






Resenha: 


Bom, não sei por onde começar, porque esse livro carrega
tanto sentimento, que é impossível não se emocionar e não se inspirar para
falar sobre ele…

No incio do livro, fiquei meio entediada e por ter uma mente
criativa – pois sou publicitária – já julguei o livro pela capa, literalmente e
pensei que não gostaria, mas paguei o preço e valeu super a pena. Esse livro é
fantástico e de longe já entrou para a lista dos meus queridinhos.

“Você se lembra de mim?” é uma história carregada de fatos
que ocorreram de verdade na vida da mãe de Megan e gente, depois que eu li que
era sobre a mãe dela, eu PIREI. Como não leio sinopses e nem nada do tipo,
simplesmente abro o livro e o leio, não vi antes que era uma história real, o
que me deixou surpresa ao descobrir.

A história começa no ano de 1960, na Espanha, quando Carmem
de 20 anos e sua irmã Loli de 22, decidem se mudar para a Alemanha e tentar uma
vida nova e promissora, para que possam realizar seus sonhos e orgulhar seus
pais. Deixam seus irmãos e pais e partem para o desconhecido.
Na Alemanha, o ritmo é muito mais acelerado, quando chegam lá a primeira coisa
que estranham é o clima, pois faz muito frio, diferente da Espanha, que é
calor. Na estação de trem, conhecem Teresa, que também era espanhola, passa a ser amiga delas sem o
menor esforço.

Se hospedaram em uma pensão para mulheres que trabalhavam na  fábrica da Siemens e lá conheceram Renata,
alta morena, moderna, que não largava seu cigarro, era mais velha que elas, e
devido aos seus costumes culturais diferentes, as três a olhavam com um certo
receio, por agir de forma diferente da que elas foram criadas e instruídas a
agir por seus pais.

Após alojadas e devidamente informadas à respeitos das normas da pensão e do
serviço que cada uma exerceria na fábrica, começaram de fato a viver… Trabalhavam
muito, o pouco tempo livre que tinham, saiam para dançar e se distrair, porém,
todos os dias em que trabalhavam, as vezes nem jantavam, deitavam e dormiam até
o dia seguinte.

Carmen, quando se lembrava e quando não estava tão cansada, registrava sem seu
diário como estava sendo tudo, pelo menos uma vez por semana elas falavam com
seus pais por telefone, o que aliviava um pouco a saudades de casa.

Conforme o tempo foi passando, as quatro mulheres já eram
muito amigas e já trocavam confidências… Num certo dia um comboio do exército
americano passava pela rua onde estavam, após uma noite de diversão e muita
dança, á essa altura elas já estavam se adaptando aos costumes dos Alemães e às
vestes também. Os soldados, que passaram por elas, não deixaram que olhá-las e provocá-las com elogios bobos, porém Renata as abriu os olhos e disse que não deveriam se
aproximar deles nunca, porque eles só queriam uma coisa… A partir dai, elas
não se deixavam aproximar de jeito nenhum deles, porém Loli, mais teimosa não
resistiu aos encantos de Dário, um soldado que a chamou atenção e ali surgiu um
romance muito bonito. Sua irmã Carmen, que já tinha olhado para um dos
soldados, Teddy, 24 anos, moreno, alto e atlético, ignorava-o com todas
as suas forças e sempre que o encontrava, fazia questão de o tratar mal. Porém,
o tempo fez com que os dois, depois de muito se evitarem e se alfinetarem,
acabassem assumindo esse amor, que de certa forma foi à primeira vista.

Como elas sabiam que, por serem soldados americanos, um dia teriam que voltar à seu
país de origem, caso fossem solicitados à servir, aproveitavam o
máximo que podiam juntos, sem nem pensar no futuro e sim no que deviam fazer no
presente. Em um dos melhores momentos de Carmen e Teddy, a morte do presidente
dos EUA na época, fez com que eles se afastassem, Teddy antes havia pedido
Carmen em casamento, que negou dizendo que queria sua família junto dela, ele
como um pleno cavalheiro a entendeu e disse que depois que voltasse desse combate,
casariam-se e construiriam suas vidas juntos e assim, Teddy partiu, deixando
Carmen ansiosa por sua volta e com a esperança que a mesma acontecesse o mais
rápido, porém…

Meses se passaram, Carmen e ele trocavam cartas sempre que
possível, mas devido a distância, elas demoravam muito à chegar, o que só
aumentava a depressão que Carmen sentia por não ter seu amor a seu lado.

Loli se casou com Dário, na mesma época em que sua irmã descobriu que estava
esperando um filho de seu amado refugiado no Vietnã, essa noticia mudou tudo e
fez com que ela tivesse um motivo pelo qual viver e lutar todos os dias, era um
pedaço de seu homem dentro dela e ela jamais deixaria de tê-lo. Teddy ao saber
por carta, se tornou o homem mais feliz do mundo, mesmo estando vivendo no meio
do horror, ele também tinha pra quem voltar e por quem se cuidar mais ainda.

Porém o destino os surpreendeu e o contato tornou-se
extinto.

Dário, após também ser convocado e Loli esperando um filho seu, se
mudaram para os EUA após o nascimento de Alana, filha de Carmen, e mais uma vez
ela se sentia sozinha, porém com sua filha ali, para lhe animar.

Nesse tempo, Teresa e Renata seguiram caminhos diferentes dos delas, porém
continuaram a ter contato, o que também a ajudou a superar as suas
dificuldades.

Após meses sem saber nada de seu esperado amado, mudou-se para Espanha
novamente e lá recebeu uma noticia de Teddy, dizendo que estava vivo,
desculpar-se por ter sumido, contou o que tinha ocorrido e pediu a Miguel pai de Carmen, que só a contasse da sua situação se ela ainda o amasse e o esperasse
e assim fez Miguel, já que ela nunca o esquecera.

Com as esperanças reavivadas, voltou a sorrir e com mais
saudades ainda, o queria de volta, logo!
Nessa parte do livro, foi quando eu cai do cavalo, minha
gente. Eu juro, poucas vezes – mentira – chorei desse jeito, fui pega
completamente de surpresa e achei que odiaria o final do livro, mas novamente
fui surpreendida… Passaram-se 35 anos e a história continuou, porém dessa vez
quem a narra é Alana, fruto do amor entre Teddy, o soldado americano e Carmen,
a obstinada espanhola.
Dai para frente são só surpresas, eu podia contar, mas essa
é a melhor parte do livro, que consiste 2/3 da história.

É um livro que aborda um tema delicado, o amor entre soldados prometidos a
servirem em defesa de sua nação e mulheres comuns, que esperam por noticias a
cada missão de combate de seus amados. O que mais me tocou, foi imaginar isso acontecendo
na vida real, pois acontece até hoje em todo o mundo, me fez refletir e me
emocionei diversas vezes. A continuação do livro é tão linda quanto o começo e
muito mais.

Alana é uma mulher de 35 anos, bem sucedida, que foi criada por uma
mãe solteira, forte e batalhadora, orgulhosa de ter superado todas as
dificuldades e de hoje ter uma filha maravilhosa. Carmen por sua vez, nunca
deixou de pensar em Teddy e seu paradeiro, nunca escondeu a história de sua
filha, que já havia escutado mil vezes, porém era feliz por ter sido criada por sua mãe, pois a admirava por sua coragem e não sentia falta de algo que nunca teve, um pai…
Em uma oportunidade de viajem aos EUA,
pela terceira vez, sua mãe lhe pediu que procurasse apenas uma noticia sobre seu pai, queria saber somente se estava vivo ou morto, dessa vez Alana cedeu,
levou consigo uma caixa que sua mãe lhe deu para a viajem, com seu diário, narrando todas as histórias que viveu e fotos
antigas.
E foi em Nova York que tudo mudou…
Leiam esse livro com todo o amor de vocês, é uma coisa linda
e super emocionante. Preparem os lenços, porque lágrimas terão de sobra.

Super indico!!!! 

Valery

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