[RESENHA] A festa de Lydia – Margaret Hawkins

 Olá, Estrelas! Como vão?

  Esse livro já me chamou a atenção logo de cara, mas o que ele trouxe pra mim foi maravilhoso.

  Então, vamos à leitura!




Sinopse

    Enquanto apronta os preparativos para a festa anual que oferece às amigas, Lydia reflete sobre a própria vida e as relações de amizade que construiu. Por trás das preocupações com a comida, o vinho e as condições do tempo, ela esconde algo importante que pretende revelar durante o jantar.
   Mostrando o ponto de vista da anfitriã e de cada uma das seis convidadas, a história monta um quebra cabeças daquelas mulheres, suas frustrações, desejos, medos, e a maneira como uma notícia inesperada pode fortalecer laços e provocar mudanças.






















Resenha

   A “Festa em Pleno e Desolador Inverno”. É assim que é chamada a comemoração tardia de Natal que Lydia prepara para suas amigas há 19 anos. Ela tem esse nome por causa de uma antiga canção natalina que dá o tom do clima congelante de Janeiro em Chicago. No começo, era um evento para todos os seus colegas que, no entanto, depois de tantos anos, acabaram se reduzindo a cinco de suas melhores amigas.    Acontece que nesse ano, Lydia tem algo a dizer – algo que terá um efeito muito poderoso sobre essas mulheres.
    Pra começo de conversa, a “dona” da festa e suas companheiras são cinquentonas que se conheceram no programa de artes da faculdade comunitária em que trabalhavam. Todas seguiram os seus rumos, e Lydia foi a única que aparentemente estagnou – até que você descobre que isso não é verdade.
   Grande parte do livro é baseado no dia da festa (desde de manhã até os momentos divertidos do evento), e os capítulos contam a história de acordo com o ponto de vista de cada uma das personagens – apesar de não ser tão “metódico”, porque algumas só tem um ou dois capítulos, outras podem ter dois seguidos e assim por diante.
   Uma coisa que me pegou de surpresa foi a melancolia e a beleza da memória que as personagens fazem questão de recordar. Enquanto estão lá pensando em que roupa usar, ou em que tipo de vinho levar, elas passam por vários estágios de sentimento e lembrança: algumas estão se sentindo enfadadas por ter que ir à festa, outras esperançosas por ver suas queridas amigas, outras com medo do que vai acontecer depois, ou então, com ternura lembrando de histórias engraçadas e trágicas… Enfim, é uma mistura muito bacana de sensações que te mostram que, apesar de se amarem há muito rancor, saudade, ressentimento e alegria que permeiam os laços das seis personagens.
   Lydia, por causa do seu “segredinho”, é a que mais ganha o carinho do leitor. Existe nela um tipo de tristeza, ou melhor, melancolia, que é daquelas que você também sente e que empurra pra longe com medo de não sair nunca mais dela. Algo como: será que o que eu fiz da minha vida realmente valeu a pena? Será que eu me economizei demais com a certeza de que meu tempo seria muito mais longo do que é? Será que eu me arrependo amargamente das coisas que eu fiz, ou até das que eu não fiz? Será que eu deixei meus medinhos me dominarem todo esse tempo? Você entra nessa espiral de perguntas existenciais que, para mim, foram de abrir os olhos e sacudir o coração.
   Pra resumir, tem uma frase que uma amiga me disse uma vez e que eu levo pra vida: “Lê, ninguém aprende com os erros dos outros”. Mas lendo esse livro, e vendo os “erros” delas (eles não são grandes, só são culpa da nossa incorrigível inexperiência na arte de viver) eu espero que realmente ele me ensine o que vai ser tarde demais pra aprender depois: Que a vida é essa que você tem agora. E se você quer alguma coisa, só vá e faça.

   Recomendo demais!

Valery

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