[Resenha Cinema] Como eu era antes de você – Direção: Thea Sharrock

Olá Estrelas! ! ! !

O
amor no cinema talvez seja o tema mais explorado de todos os tempos. É
impossível recordar um ano em que não seja lançado um “grande romance” nas
telonas. E isso não é um fenômeno moderno, pois desde a era do cinema mudo era
comum que Hollywood apelasse com seus casais apaixonados. Com tanto filme sobre
o mesmo assunto, é mais fácil identificar os arquétipos, os clichês e as
estruturas do gênero, e no fim, todos ficamos saturados de ir ao cinema
assistir a mesma história de novo, e de novo. Porém o tempo sempre traz novas
tendências, e alguns filmes conseguem reorganizar toda a mesma estrutura, e
mesmo assim fazer uma obra capaz de emocionar o grande público novamente. “Como
eu era antes de você” é o romance deste ano, até o momento. E, felizmente para
os corações fervorosos, o hype é
justificável.
A
onda dos romances atuais é fazer o público chorar, e talvez por isso este seja
o filme do momento. A história trata de um tema delicado, e mistura os
elementos clássicos de um romance, com situações intensas e tristes. Os clichês
modernos do gênero estão todos bem evidentes, mas isso não torna o filme ruim,
pois são habilmente costurados pelo roteiro e estruturados de forma sutil.
Muito rápido você consegue se envolver com todo o clima apresentado, e esquece
que já viu tudo antes. Isso, em grande parte, se resguarda nas duas principais
qualidades do longa: Os personagens principais muito bem desenvolvidos na
história de Jojo Moyes (escritora do livro, e roteirista do filme), e os atores
principais, muito bem escolhidos e confortáveis em seus papéis.
É
impossível não gostar de Louisa (Emilia Clarke), que logo em seus primeiros
minutos consegue transmitir sua personalidade, suas roupas absurdas, e seu
carisma incontestável. É importante para filmes do gênero que seus
protagonistas sejam marcantes e característicos, e Emilia consegue trazer uma
pureza e um charme infalíveis, e em pouco tempo tem o público nas mãos. O
caminho de Will (Sam Claflin) é diferente, mas igualmente bem apresentado. Um
homem que perdeu tudo vive seus dias solitária e amargamente. A identificação
parte da empatia com seu sofrimento, e (não instantaneamente) faz o público
esquecer seu jeito superior e imperativo. A química dos dois, que aflora com o
passar do tempo, dita a tonalidade do romance, e carrega o espectador por todas
as felicidades e tristezas intercaladas, que seguem num ritmo constante até o
seu desfecho.
Assim
como as qualidades, os pontos fracos do longa também são bem identificáveis, e
o grande destaque negativo é a direção arrastada de Thea Sharrock. Durante mais
de uma vez é comum pensar “isso está
durando tempo de mais
”, e os 110 minutos de filme parecem mais longos do
que realmente são. Porém, erros são esperados, além do mais este é apenas o
primeiro filme da diretora. Em aspectos técnicos, é tudo bem feito, mas nada se
destaca. Exceção talvez para a trilha sonora, com músicas atuais e que encaixam
muito bem nos contextos sempre que apresentadas.
No
fim das contas, “Como eu era antes de você” não é perfeito, mas consegue
empolgar e se destacar principalmente por suas questões polêmicas, e seu elenco
muito bem selecionado. Vale a pena para quem curte um bom romance, histórias
emocionantes, e personagens muito carismáticos. 

Valery

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