[RESENHA] Tá todo mundo mal – Jout Jout (YouTuber)

Olá, estrelas!

Como estão?

Esse é o primeiro livro de uma das mais famosas YouTubers brasileiras de quem, inclusive, eu sou fã. Ele é baseado em um dos vídeos de Jout Jout que falam sobre suas crises, e que até o momento em que esse texto foi escrito tinha em torno de quinhentos e cinquenta mil visualizações. Então, chega de papo e vamos à leitura!


Sinopse:

Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De voltar frustrada das festas da adolescência por não ter encontrado o príncipe encantado prometido por sua mãe a não fazer a menor ideia de que carreira seguir. Neste primeiro livro, ela reuniu as suas “melhores” angústias em textos espirituosos e iluminadores quanto os vídeos do seu canal no YouTube.
Família, corpo, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta e com as quais todos nós podemos nos identificar e até nos confortar – pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias neuras.





Resenha:


Como falei no começo, esse é o primeiro livro de YouTuber que eu leio. Não é por nada, é porque simplesmente não acompanho muitos vloggers, e sim canais de conteúdo, música, críticas, etc. Mas, enfim, o da Jout Jout é um canal que sempre me deixa bem “felizinha” (como ela costuma dizer) e tendo profundas reflexões sobre os mais úteis e inúteis assuntos que existem sobre a face da Terra.  

Para mim fez muito sentido comprar o livro dela. Ela é uma moça bem divertida, e com um jeito pra lá de “descolado” de falar sobre vários assuntos. Portanto, a experiência seria, no mínimo engraçada, assim como os vídeos dela também são… até que, eu comecei a ler.

Bom, pra começar, o livro é composto de crônicas bem pessoais sobre algumas de suas crises da adolescência e começo da vida adulta. Algumas, inclusive, são bem fáceis de se identificar, como por exemplo, a crise dos namoradinhos da juventude; a crise profissional; a crise de descobrir que seus pais são imperfeitos; a crise de sempre ter que lidar com uma infinidade de opções de muitas coisas diferentes; a crise de aceitar a vida adulta; a crise de ser livre pra fazer o que quiser; enfim, muitos textos bem bacanas e, de fato, bem divertidos que relatam de uma maneira bem leve alguns assuntos que, na nossa cabeça são absurdos e insolúveis, mas que colocados em perspectiva são apenas efeitos colaterais do amadurecimento.

Até aí, nada de mais. Bem aceitável, dado o conteúdo do canal e a personalidade da vlogger. O problema começa quando, você percebe o quão sem sentido e irritantes são algumas crises da moça. Você chega a pensar que pelo menos um terço dos textos foram escritos apenas pra “encher linguiça”, e fazer umas piadas. Tem crise sobre como ela se sente quando o namorado sai; ou quando ela fica viciada em um Tamagotchi (ou mais conhecido como bichinho virtual); crise de quando sobra comida de fast food; crise dos “puns quentinhos”; entre outras que são um pouco descabidas e fazem você querer trapacear na leitura e pular algumas linhas. Porém, uma em particular me deixou com vontade de desistir: aquela em que a vlogger menospreza o próprio diploma dizendo que ele está emoldurado na parede do quarto acumulando poeira,e que a melhor coisa de ter feito faculdade foi ter conhecido o namorado e uma amiga. Talvez eu não tenha entendido o objetivo do texto, mas achei um tanto fútil.
Então quem gosta da Jout Jout provavelmente vai entender bem os textos, dar umas risadas e achar que ela está sendo mais uma vez desprendida e engraçada. Mas pra quem não é fã, quase fatalmente não vai gostar.

Valery

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